sexta-feira, 15 de março de 2013

Consequência


O hábito leva a rotina,

A rotina ao comodismo,

O comodismo ao vício,

O vício à manipulação,

A manipulação à escravidão,

E a escravidão desumaniza... 

( Cristóvany Fróes)

segunda-feira, 4 de março de 2013

Alcance

O AMOR QUE EU ESPERAVA

SÓ AGORA ME SURGIU,

QUANDO CHEIO EU ESTAVA

DE ME SENTIR VAZIO.

CRISTÓVANY FRÓES

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Fragmentos de um poeta

No banco da praça, o homem,
E nele, a poesia...
Suas lavras são recitadas
Num falar de encantos mil.
Viagens voluptuosas surgem
Dum tão íntimo sonhar...
E seus delírios, docemente,
Afugentam as nuvens chorosas.`
À tarde, quando sangra o sol
E a noite ousa atropelar o tempo,
O ser se contenta em fitar jandaias...
São apenas pássaros!
Pássaros dum arrebol celestial,
Em voos rasantes sobre a fantasia.
E num desejo oculto de voar,
O poeta paira sobre a poesia natural,
E se eterniza por um instante...
Gotas de orvalho caem sobre cãs;
E assim, parte daquela paisagem,
Ele busca no intimo a inspiração...
E dum sorriso,
Um olhar,
Um vislumbre,
Um sonhar;
Nasce na sutileza das palavras
O inspirador, verso diverso.

(Cristóvany Fróes)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Refeição

Abordo dum disco voador
Teu pedido Chega à mesa,
O garçom te serve poesia...

As palavras bem colocadas,
Versos fortes e com efeitos,
Rimas sutis e surpreendentes,
Mensagens fáceis e profundas...

E ao degustar desse cardápio
Tu serás mais humana e bela.
Comerás com ânsia e voracidade,
E depois de cear todo o texto
Tu serás poesia e a poesia, a vida...

A digestão te causará arrepios
E tu ouvirás sininhos tocando,
E verás cupidos acertando casais.
Uma vez atingida, tu amarás...
Mais do que o amor é capaz.
( Cristóvany Fróes)

Poeta difícil

           Sou o poeta difícil,
         Ninguém me entende.
    Acham-me subjetivo demais,
      E que dificulto as coisas...

      Mas a poesia está em mim,
  E não precisa ser compreendida.
                       Não!
   A poesia não quer ser entendida,
      Ela quer ser sentida, vivida...

     E assim será parte do homem
     E o homem, a própria poesia.
     Quanto a mim, uma incógnita.
    Afinal quem pode compreender
                O ser humano?

            (Cristóvany Fróes)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Chegada

Sofro com o que vejo,
Morro com o que sinto,
Choro com o que desejo,
E pago pelo que minto;

Deixo o que não tenho,
Pego o que me restou,
Viajo mas não venho,
E esqueço onde estou.

Aguardo a tua vinda,
Sonho nessa estação,
Vejo a tua face linda,
E amoleço meu coração.

(Cristóvany Fróes)

Braços nus

Borges de outrora,
Uns belos braços
Arrebatam teu peito.
Uns braços...
Braços nus explícitos
São de puro fascínio.
Tudo o que vês é desejo;
É fantasia,
É volúpia,
É amor.
De braços a mostra,
Severina é pura tentação.
E num fantástico sonho,
Tu beijaste com fervor...
Na boca, o doce sabor do beijo, 
num sonho realisticamente 
machadiano.

(Cristóvany Fróes)